Mostrando postagens com marcador preconceito. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador preconceito. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 27 de abril de 2010

Problemas de atualização e cache...


Há uma visão psicanalítica de que o mundo humano, como construído, espelha o próprio organismo: entradas, saídas, janelas, interior, exterior... Seja como for, fato é que analogias entre os seres humanos e a infinidade de objetos que permeiam nosso cotidiano é algo relativamente comum de se encontrar, especialmente no que diz respeito aos nossos tão úteis e, hoje, praticamente indispensáveis, microcomputadores com seus programas incríveis. E a relação entre máquina e ser humano anda tão próxima que as analogias aparecem em qualquer direção, tanto do homem para a máquina quanto vice-versa. Já ninguém mais se assusta quando alguém, sob grande tensão, "dá pau" ou quando o micro do escritório "surta".

Alguns dizem, inclusive, que não se pode demonstrar pressa ao lidar com computadores para que eles não comecem a se comportar de maneira estranha, deixando qualquer usuário maluco. Um exemplo típico dessas formas estranhas surge quando um sistema baseado em ambiente de rede — como a internet ou intranet — deixa, subitamente, de funcionar adequadamente. Aqueles com um pouquinho de experiência em informática, já sabem que um grande candidato a causador do misterioso mau funcionamento é o bendito "cache" do navegador. O cache nada mais é do que um entreposto, entre o servidor do sistema e a interface manipulada pelo usuário, responsável pelo armazenamento temporário de arquivos mais frequentemente usados. Apagar todo o conteúdo do cache obriga o programa a recarregar todos os arquivos necessários ao funcionamento do sistema, inclusive aquele que, por estar desatualizado, estava impedindo a realização adequada da operação.

Guardadas as devidas proporções, o ser humano também tem um cache, constituído por uma série de conceitos frequentemente utilizados nas análises de situações e tomadas de decisão. Vez por outra, algo que já estamos cansados de fazer, simplesmente não se desenvolve e, por mais que procuramos, as razões da falha não aparecem. Usualmente, quando isso acontece, estamos cansados e precisamos parar o que estamos fazendo, respirar e apagar nosso cache de ideias previamente concebidas. Sem a devida atualização, uma alteração sutil na realidade pode não ser percebida e ocasionar grandes problemas.

Assim, aqueles com um pouquinho de experiência no "help desk" da vida, recomendariam reavaliar constantemente os próprios conceitos, evitando problemas de atualização e cache ao longo da existência.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Dia Mundial de Luta Contra a AIDS


Em outubro de 1987, durante a Assembleia Mundial de Saúde e com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), foi instituído, em 1º de dezembro, o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS. A data foi criada com o objetivo de relembrar o combate à doença e despertar nas pessoas a consciência para, não só se previnirem, mas também, compreenderem melhor a síndrome, diminuindo o preconceito e a exclusão dos soropositivos.

A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, AIDS (acrônimo do inglês "Acquired Immune Deficiency Syndrome"), é causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana, HIV (sigla do inglês "Human Immunedeficiency Virus"), que se utiliza dos linfócitos — principais células responsáveis pela defesa do organismo — para se multiplicarem, destruindo-os. Sem os linfócitos, o organismo fica inapto para se defender de uma eventual invasão de bactérias, protozoários, vírus, etc., transformando qualquer enfermidade em uma doença potencialmente letal.

Nos primeiros anos após a descoberta da AIDS, o simples diagnóstico da doença era, praticamente, uma sentença de morte. Atualmente, apesar da doença ainda permanecer sem cura definitiva (leia algo sobre recentes estudos para a criação de uma vacina em: Patenteando a Ética), tratamentos adequados permitem aos infectados pelo HIV levar uma vida quase normal. Estas pessoas, entretanto, frequentemente sofrem com o preconceito de alguns que, por absoluto desconhecimento, receiam serem contaminados através de meros contatos sociais.

Pois é justamente sobre o preconceito que o tema do Dia Mundial de Luta Contra a AIDS versa, este ano, no Brasil. A doença é transmissível APENAS se houver compartilhamento de sangue ou fluidos sexuais com alguém infectado. Ou seja, a contaminação só ocorre pela transfusão de sangue contaminado, no compartilhamento, com um soropositivo, de agulhas, seringas e/ou objetos perfurocortantes, ou durante as relações sexuais (oral, anal ou vaginal) mantidas SEM preservativo com um portador, ou portadora, do HIV. Além disso, a mãe soropositiva pode contaminar a criança durante a gestação, parto ou amamentação. No entanto, há tratamentos que, realizados no tempo adequado, diminuem muito esta possibilidade de contágio.

O HIV NÃO é passado pelo ar, abraço, aperto de mãos, beijo (no rosto ou na boca), sexo com uso adequado do preservativo, masturbação a dois, contato com suor ou lágrima, picada de inseto, compartilhamento de talheres, copos, assentos do transporte público, piscinas, banheiros, sabonetes, toalhas, lençóis ou durante a doação de sangue. Portanto, qualquer preconceito envolvendo o portador do vírus da AIDS é, absolutamente, injustificável. Aliás, todo tipo de preconceito é, a priori, condenável.

Portanto, como diz o slogan da campanha, “Viver com AIDS é possível. Com o preconceito não”.